De Nadar à Warhol

Nadar é um cara do Séc. XIX quase no XX que tinha um estúdio comercialzão em Paris com o nome dele escrito gigante de vermelho na frente – porque ele era ruivo – e lá ele fotografou todas as pessoas importantes da época dele, sempre num set minimalista, porque o negócio dele era fazer aparecer a alma daquelas pessoas especiais.

E o Warhol é o que falou que “todo mundo ia ter 15 minutos de fama” e inventou toda essa porcaria que estamos vivendo agora de instagram e tudo isso. Ele fazia várias coisas e uma delas era a revista “Interview”, onde ele fazia imagens das celebridades e também uma entrevista com elas conversando sobre nada igual se faz podcast hoje. O Warhol trabalhou até morrer em 1987, e depois dele não teve mais nada assim de muuuuito interessante…

Félix Nadar e Andy Warhol

O escritor Charles Baudelaire, a atriz Sarah Bernhardt e o pintor Gustave Courbet, retratados por Nadar.

O escritor Truman Capote, a atriz Jane Fonda e o pintor Jean-Michel Basquiat, retratados por Warhol.

O nome da coisa aqui é “De Nadar à Warhol” porque essa é a janela histórica que me interessa no que se refere à representação de pessoas em imagens, a do Séc XX: Não é sobre título, nobreza, posição social… mas sobre superar essas primeiras impressões e trazer à superfície coisas mais profundas, é o período da Arte onde os retratos são sobre trazer à tona o ser-humano embaixo da armadura.

Eu tô fazendo uma série no insta onde a gente mostra os artistas legais que fazem retratos de pessoas, num arco não cronológico que vai do Nadar ao Warhol, e que de vez em quando dá uma pisadinha fora também. Assista e siga aqui:

É  do repertório desses artistas, dos seus motivos e seus processos que a gente parte pra nossa construção aqui. E é por isso que tudo nosso tem essa “cara de Arte” que as pessoas não sabem explicar o que é exatamente, mas sabem que é Arte. É porque a gente tem bons motivos e bons processos, alinhados com os bons motivos e bons processos da arte que nos trouxe até aqui. A gente é a continuação desses artistas, e essa é a nossa segurança: na Arte a gente tem pai e mãe.

Tá mas então como funciona esse ensaio?

A gente vai ter uma tarde inteira de fotos – e vídeos também se você quiser – sem limite de tempo, até a gente ficar satisfeito. No fim a gente senta no computador pra escolher, dentro de uma quantidade pré-determinada, que você pode comprar mais se quiser, mas geralmente não precisa.

MAS ANTES DE TUDO você vai receber um questionário sobre acontecimentos, relações, assuntos, sentimentos, idéias, objetos e várias outras coisas da vida pra você pensar aí, me dizer, eu te conhecer melhor e a gente poder usar de ponto de partida pro que vamos fazer. Aí a gente faz uma reunião por vídeo pra conversar sobre esses pontos de partida e sobre como representá-los nas imagens que vamos fazer. Eu te mostro possibilidades, referências, a gente constrói juntos os caminhos, e aí no dia do ensaio é só fazer.

Fica interessante e subjetivo e um pouco estranho também, é um resultado incomum e único:

Eu sou o último artista desse gênero. Tentei ensinar outras pessoas mas ninguém aprendeu direito. Você estar tão bonita justo ao mesmo tempo que eu existo é uma sincronicidade muito foda, então aproveita enquanto eu ainda existo.

Eu sou o último artista desse gênero. Tentei ensinar outras pessoas mas ninguém aprendeu direito. Você estar tão bonita justo ao mesmo tempo que eu existo é uma sincronicidade muito foda, então aproveita enquanto eu ainda existo.

De Nadar à Warhol

20 imagens
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-Foto adicional R$65
-As fotos serão escolhidas ao final do ensaio.
-Prazo de entrega: 7 dias úteis